E enfim, hoje é Sábado.
Hoje eu irei contar uma história que se passou em um lugar distante de todos vocês, a minha casa.
Eu nunca havia comido polenta. Na quinta feira o Ricardo, como um bom descendente de italiano, resolveu fazer uma polenta. “Eu sei fazer polenta” falou ele.
Pegando a panela lá foi ele para o fogão e começou, segundo ele, a melhor polenta que eu iria comer na vida. Em alguns minutinhos eu já podia sentir um cheiro muito bom vindo da cozinha, o que aguçou a minha curiosidade e lá fui eu correndo para dar aquela olhadinha básica dentro dela.
Chegando à cozinha, abri a panela e para a minha surpresa me deparei com uma espécie de angu cheio de caroços. Eu fiquei triste quando Ricardo me perguntou “E ai, como tá ficando?”. Eu olhei para ele e meio sem jeito respondi “Pai, se isso é polenta eu acho que não gosto disso não!”
Depois de pronta a tal da polenta, eu decidi fazer o sacrifício e provar o prato, afinal de contas, o que a gente não faz por amor ?!? Quando fomos servir os pratos eu falei logo “Coloca pouco pra mim por que eu não estou com muita fome!”
O Ricardo, morrendo de vontade do seu angu de caroços ou polenta como ele chama, encheu o prato e passou a comer.
No fim de tudo o Ricardo comeu tanto que passou a noite toda, parecia o lobo mal do conto da chapeuzinho vermelho, quando o lenhador retira a vovozinha e enche a barriga do lobo de pedras. Nessa hora eu olhei pra ele e comentei “Amor, estava uma delicia” mais o que de fato se passava na minha cabeça naquele exato momento era ainda bem que tive a brilhante idéia de falar que não estava com muita fome!
No fim, tudo deu certo e o Ricardo ficou triste por eu chamar a polenta dele de angu, mas ficou contente quando eu falei que estava gostosa a receita que ele fez.
Por fim, tudo ia muito bem até eu encontrar ele na cozinha está manhã procurando fubá e quando ele me viu, foi logo falando hoje eu vou fazer uma polenta que vai dá certo e essa eu aposto que você vai adorar !
Bom, fazer o que? Lá vamos nós outra vez...
Um grande beijo e voltem sempre.

